Porque eu não tenho nenhuma desculpa pelo meu sumiço, era pura preguiça, eu até tinha coisas para colocar aqui, as vezes eu pensava "ah isso daria um bom post pro blog" mas e a preguiça de escrever? Sempre maior que eu.
Mas eu ressurgi das cinzas tipo o Gandalf, e voltei para a felicidade
Como foi esse começo de 2012? Eu comecei meio depre, no fundo bateu aquela depressão de que mais um ano estava chegando e que eu não estou fazendo nada da minha vida, nada que dê um lucro pro meu futuro profissional. Mas o que mais tem me afetado, é o fato de eu querer sair de casa.
Do fundo do meu coração, eu preciso do meu lugarzinho, só meu. Aquele lugar onde more eu, eu mesma e minha alma solitária. Não importa o que eu esteja fazendo da vida, mas eu preciso criar minha liberdade. É isso o que eu quero,o que mais quero.
As vezes dá vontade de sair correndo só pelo fato de ouvir a voz da minha mãe, de escutar os berros da minha sobrinha, de chegar a hora do almoço e ter que ouvir os papos fúteis da minha irmã. Não aguento o fato de que minha irmã é tão apegada com minha mãe e depende dela pra tudo. Tem sua própria casa, sua própria familia, só não passa aqui 24hs por dia porque trabalha. Aliás, se precisasse trabalhar eu entenderia, mas meu cunhado tem um puta emprego e eles tem tudo do bom e do melhor, minha irmã trabalha só pelo luxo e por poder se livrar da minha sobrinha. Ela é como se fosse uma boneca real para minha irmã. E escolhe a hora que quer brincar de vida.
Eu não sou paga pra cuidar de criança mimada, não é meu filho, não pedi pra que ela tivesse filho nenhum. Não sou obrigada a aguentar isso. E eu já odeio criança por natureza, depois da minha sobrinha então...
Mas esse é só um dos motivos de eu querer sair de casa. O principal mesmo é quero ir pra longe, longe daqui, longe dos meus pais, quero me virar sozinha. Dificil? Super. Mas preciso cortar meu umbigo umbilical urgente.
Eu odeio que fiquem falando o que eu devo fazer, o que não devo, que caminho tenho que seguir. Sinceramente? Cansei de fazer as coisas porque meus pais queriam que eu fizesse. Eu nunca faço porque quero, porque sempre acham que eu escolho o caminho mais dificil, mais errado e eu não quero decepcionar meus pais. E quando escolhi as coisas do meu jeito, tudo deu errado no fim. Aliás, eles sempre querem mudar minha forma de ver o mundo, minha forma de pensar. Eles nunca entendem, são muito mente fechada, muito "das antigas". É discussão aqui e ali. Estamos vendo jornal, faço um comentário e já me jogam pedras e eu sempre tenho que estar errada, por isso sempre fico quieta. Meus pais falam comigo e eu respondo com um balançar da cabeça, parei de conversar, parei de me importar. Parei de me preocupar com as palavras, pois muitas vezes elas machucam. Entra por um ouvido e sai por outro. É como se minha mente estivesse vazia e as vozes deles são como apenas uma música de fundo.Eu só queria viver na paz. Eu digo, isso significaria eu, meus pensamentos, um livro e uma bela música de fundo. Entendem a paz que digno? Eu só quero o silêncio, afinal, como diz aquela música do Depeche Mode, Enjoy the Silence: "Palavras são bem desnecessárias, elas podem só machucar (...) Palavras são sem sentido e são esquecíveis".
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